Alfredo Bessow

Alfredo Bessow é um jornalista, radialista, influenciador e analista político brasileiro com mais de 40 anos de experiência.

A despeito de tudo, lembre-se: Deus sempre encontra formas para nos unir

por | 12/06/2020 | 0 Comentários

A cada nova informação fica mais evidente que se trata de um vírus com viés étnico, de matiz genético e elaborado ideologicamente. Em momentos assim, só mesmo Deus…

Sou da tese, assumidamente simplista, de que somos nós que
fazemos a internet ser boa ou ruim, ser edificante ou ser porta de entrada para
a baixaria, a putaria e a devassidão. Desculpe-me falar assim, mas é assim que
vejo – porque a internet é igual à vida. Nela há de tudo e cada um tem o
direito de se sentir abrigado naquilo que é convergente com o seu modo de viver
e de ver o mundo.

Eu sou fã e adepto das coisas boas que a tecnologia pode
propiciar.

Observe o caso deste podcast. Não fosse pela internet e
nada disso seria possível. Nós não teríamos como interagir nestas conversas
cotidianas, nestes momentos que são fundamentais ao menos para mim, para o meu
viver.

Tenho o Canal de Brasília, no YouTube e realizo todas as
noites, sempre a partir das 10h, uma Live chamada de Jetz. Ela surgiu com o
intuito de fazer um boletim de notícias, repassando o que estaria sendo
noticiado pelas agências pelo mundo. O propósito inicial seria fazermos 10 minutos.
Mas logo tudo foi crescendo e chegamos a fazer uma Live de 12 horas –
acredite…

E foi sendo criada uma sinergia, uma verdadeira confraria –
ao ponto das pessoas se conhecerem, ao ponto de as pessoas trocarem conversas e
compartilharem coisas pessoais como a doença de um parente, a perda de um ente
familiar. Se alguém fica sem aparecer, as pessoas se preocupam, buscam
notícias. Por iniciativa do Guga e da Juh, criaram um grupo de whatsapp
totalmente diferente: pouco de política, muito de vida. Uma verdadeira
confraria em seu sentido. Ao Jetz convergem pessoas de todas as partes do
Brasil e do mundo – e não estou sendo exagerado. Normalmente temos brasileiros
do Japão, da China, dos Estados Unidos, do Canadá, da Austrália, da Alemanha,
da Turquia, da Líbia. E as pessoas vão chegando, trocando conversas,
conversando como se estivéssemos todos em um grande bar virtual, que faz as
vezes de confessionário e de ajuntamento de almas, corações, mentes e entes que
fragilizados, se apoiam e se fortalecem mutuamente.

Virou uma grande conversa entre amigos, sempre a partir das
10 da noite e terminando a meia noite, com uma devoção e súplica a Deus. Há
pessoas, por exemplo, que acessam a Live só na parte final para acompanharem
este momento com Deus.

Ontem foi um daqueles dias que você tem vontade de apagar
do mapa da memória, onde as coisas se sucedem de modo assustadoramente
cansativas. Tenho como característica pessoal o otimismo, mas ontem eu estava
baqueado. Estava que era a capa da gaita e fiquei pensando como vencer este
estágio e ter forças não apenas para fazer a Live, que tem duas horas, e mais o
podcast para mais de 100 emissoras de rádio em todo país.

E aconteceu algo maravilhoso: a troca de conversas, a
convergência e a energia que flui daquelas interações não apenas me tonificou
para conviver naquelas duas horas, mas me potencializou e me energizou para que
o podcast fosse feito.

Definitivamente a internet não é coisa do diabo, ou,
melhor, não é coisa só do capeta e de seus adoradores. Na verdade, ela servirá
para o mal se você buscar o mal – mas ela te ajudará nas coisas boas e
edificantes se você estiver em busca delas.

Volto a repetir: não é a internet que deve mudar, mas somos
nós que temos que aproveitar a internet para nos fortalecemos, fortalecer a
Palavra de Deus e fazer o bem – e desavergonhadamente ousar em falar de coisas
boas.

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