Alfredo Bessow

Alfredo Bessow é um jornalista, radialista, influenciador e analista político brasileiro com mais de 40 anos de experiência.

Você é burro o suficiente para continuar acreditando no Datafolha?

por | 23/09/2026 | 0 Comentários

Não estou falando de uma pesquisa sobre o preço do arroz ou sobre qual novela o brasileiro prefere assistir. Estamos falando de eleição. Esse tipo de postura do Datafolha revela que o sistema está usando todas as armas para ajudar o Lula

É importante fazer uma pergunta, ainda que ela possa irritar algumas pessoas que ainda não se deram conta de como que está sendo manipulada: você é burro o suficiente para continuar acreditando no Datafolha e em outras EMPRESAS de pesquisas?

A pergunta pode ser pesada. No entanto é necessário jogá-la impiedosamente na cara de muitas pessoas. Está na hora de parar de tratar com luvas de pelica um instituto que há anos ocupa espaço privilegiado no jornalismo brasileiro e cujos números são recebidos por muita gente como se viessem acompanhados de um certificado de infalibilidade. Como esquecer o trabalho sujo do Datafolha em 2022?

O vídeo que acompanha este artigo deveria ser suficiente para provocar, no mínimo, uma enorme interrogação. O TSE deveria proibir esta empresa de realizar pesquisas. Está ali, diante dos olhos de quem quiser assistir: uma equipe fazendo pesquisa eleitoral junto a uma estrutura identificada com o PT. Não é uma fotografia perdida na internet. Não é uma história contada por alguém que ouviu dizer. É uma cena que precisa ser explicada. Ou melhor: uma cena que por si só se explica.

E eu gostaria de saber o que o Datafolha tem a dizer sobre isso. Claro que nada dirá. Sabe que conta com a conivência de quem usa este tipo de dado sujo para o jogo sujo das eleições.

Não estou falando de uma pesquisa sobre o preço do arroz ou sobre qual novela o brasileiro prefere assistir. Estamos falando de eleição. Estamos falando de um instrumento que pode influenciar o comportamento do eleitor, movimentar candidaturas, pautar os meios de comunicação e produzir aquela velha sensação de que a eleição já está decidida antes mesmo de o eleitor entrar na cabine de votação. Porque pesquisa é estruturada para manipular os indecisos.

Quem trabalha com jornalismo há algum tempo sabe muito bem como isso funciona. Publica-se uma pesquisa. A manchete vem pronta. Os comentaristas aparecem para explicar quem ganhou e quem perdeu. As redes sociais fazem o resto. No dia seguinte, ninguém mais discute como aquela pesquisa foi feita. Discute-se apenas o número. Mas com o fortalecimento das redes sociais como ferramentas de contra-informação, já não funciona mais assim como era nos tempo nos quais se amarrava cachorro com linguiça – e o cachorro não roubava e nem comia a linguiça.

E é justamente aí que mora o perigo.

Para alguns, a despeito de todas as evidências de sua ação torpe, o Datafolha construiu uma reputação que, para muita gente (imbecilizada), bastava escrever “segundo o Datafolha” para encerrar qualquer discussão. É como se fosse uma senha para capturar imbecis. O número apareceu ali, então deve ser verdade. O instituto falou, então está falado. E ai de quem ousar perguntar.

Pois eu ouso. E não só agora, depois deste vídeo. Mas ao longo de muitos anos de atividade jornalística. NUNCA confiei neste pessoal que tem sua vinculação histórica com a esquerda, inclusive em aliança operacional com o próprio ChatGPT – o que denigre esta IA.

E tenho sim um prazer especial em escancarar a falta de pudor do Datafolha. E digo que o Datafolha sempre fez isso. E muitas são as denúncias de direcionamento na coleta de dados. Se uma equipe aparece realizando entrevistas diante de uma estrutura partidária, quero saber por que estava ali. A soberba destes grupos econômicos revelam a certeza da impunidade.

Tivéssemos justiça eleitoral em nosso país e o Datafolha estaria proibido de divulgar estes dados safados que coleta de modo leviano e irresponsável.

O eleitor brasileiro já foi obrigado a assistir a uma quantidade enorme de pesquisas que, por vezes, apresentaram cenários muito diferentes entre si. Já viu candidato subir, despencar, empatar, disparar e praticamente desaparecer das manchetes — tudo isso antes de a urna dizer outra coisa. E, ainda assim, continua existindo uma espécie de reverência diante dos grandes institutos.

Eu não tenho essa reverência. Pesquisa é produto comercial. Pode acertar ou pode errar – porque atende aos interesses de quem contratou tais serviços ou de quem os usa para manipulação. Pode revelar uma tendência ou esconder a realidade. E pode também ser apresentada ao público de maneira muito mais categórica do que os próprios números permitem. Enfim, é uma ferramenta de manipulação.

O que não aceito é transformar instituto de pesquisa em autoridade política. Principalmente algo tão pérfido como o Datafolha. E muito menos em autoridade jornalística.

O jornalista deveria olhar para o Datafolha da mesma maneira que olha para qualquer outra fonte: com interesse, mas SEMPRE com desconfiança. Conferir, comparar, perguntar. É assim que funciona o jornalismo. Ou deveria funcionar.

Por isso, não quero que ninguém simplesmente acredite em mim. Assista ao vídeo. Olhe a cena. Tire suas conclusões. E, depois, procure outras pesquisas, compare os números e veja como diferentes institutos estão retratando o mesmo eleitorado.

Mas não faça uma coisa: não aceite um número simplesmente porque está escrito “Datafolha” embaixo. Esse tempo acabou. Esse povo precisa ter o mesmo fim do Ibope, que sumiu do mercado de tanto mentir, de tanto manipular dados, números e informações.

Depois de tantos anos cobrindo política, aprendi uma coisa que talvez seja óbvia, mas que muita gente convenientemente esquece: o eleitor não deve nada aos institutos de pesquisa. E eles devem ser tratados com desconfiança.

O Datafolha nunca mereceu confiança de ninguém que trate pesquisas com seriedade. Sempre foi uma ferramenta para legitimar golpes e manipulações.

O vídeo a seguir foi gravado por @DiegoMuguetRJ a quem rendo meus cumprimentos.

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